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  • Claudio Bertolino

Os Princípios do Treinamento Aplicados à Corrida

Parte l

Individualidade Biológica

Este artigo, longe de pretender qualquer nível formação teórica ao leitor, intenciona somente a apresentação das variáveis que devem ser consideradas na elaboração dos treinos, evidenciar o caráter científico das mesmas, e o mais importante aqui, traçar os paralelos entre os tópicos e as situações práticas do treinamento, o que poderá auxiliar no entendimento de muitas circunstâncias pelas quais passam os praticantes da Corrida, sobretudo para aqueles mais interessados na aquisição da informação.

Sobre os Oito Princípios

Os princípios aqui descritos, seis deles internacionalmente desde há muitas décadas reconhecidos e amplamente difundidos, e mais dois recentemente agregados, de tão importantes, são às vezes também chamados de leis ou fundamentos do treinamento desportivo. São as premissas a toda preparação física em todas as suas fases, são imutáveis, se aplicam a todas as modalidades esportivas, em todos os níveis de performance, portanto, de maneira consciente ou não e do jeito mais ou menos adequado, estaremos sempre esbarrando neles, e é imperativo a boa preparação se nortear por eles.

1- INDIVIDUALIDADE BIOLÓGICA

Este princípio preconiza que dentre os bilhões, não há ao menos dois indivíduos iguais. A prática tem nos mostrado que, até mesmo atletas gêmeos idênticos, podem apresentar performances parecidas, mas não iguais, porque apesar da mesma carga genética são indivíduos, únicos, que obterão diferentes resultados devido às diferentes interações orgânicas, psicológicas e ambientais com os estímulos.

Como Podemos Aplicar?

Ainda que lancemos mão do conceito de grupos e subgrupos homogêneos como argumento para a aplicação de treinos absolutamente parecidos, isso tem lá os seus limites, e o tratamento diferenciado é claramente justificável e bem-vindo.

As planilhas individualizadas de treinos são ótimas ferramentas para um controle e respeito à individualidade, assim como em determinados níveis de treinamento e mulheres mais suscetíveis, considerar o ciclo menstrual para a elaboração dos tipos de microciclos de treinos.

Veja Algumas Situações Comuns

Na prática: dois indivíduos de um grupo, com resultados semelhantes nas provas, podem precisar para isso, cumprir diferentes volumes semanais e outras dezenas de variáveis também de maneira distinta, e ao contrário, em condições muito parecidas para o maior número de variáveis que circundam os treinos, o que já seria muito difícil realizar, apresentarem performances muito diferentes.

Ou, o corredor A não se adapta tão bem quanto o B em situações de treinos em altas temperaturas; significa dizer que, os arranjos para seus horários poderão ser diferentes, e ou o ajuste das cargas externas para A, aquelas prescritas, poderão ser adequadas às suas cargas internas, aquelas percebidas pelo organismo.


Desempenho e temperatura aqui exemplificados, são apenas dois itens do vultuoso conjunto, cuja maioria deles irão impor reações e consequências orgânicas e psíquicas diferenciadas aos indivíduos, a se levar em conta no processo de treinos, e para os amadores, a relação custo x benefício na execução de métodos, meios e os demais detalhes, deve estar sempre presente.





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