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  • Claudio Bertolino

Maratona Internacional de Mendoza | 2019

Atualizado: 3 de Mai de 2019

O Clube da Corrida teve a felicidade de ir à 20ª Maratona Internacional de Mendoza | 42k, 21k, 10k e 4k em 28/04/2019, com mais de 4.300 participantes, por iniciativa e programação da corredora Kelly, e traz agora suas impressões sobre o evento, e claro, sobre o que além dele, nos levou até lá.

A faixa de mais de 200 km entre Mendoza, incluindo a cidade e seu entorno, e a Cordilheira dos Andes, é mais um bom exemplo de região que tinha tudo pra ser inóspita, mas desafiada pela insistência e engenhosidade humana, tornou-se não somente um trecho habitado, mas também uma rota entre Argentina e Chile, intensa em visitação, percurso para a Maratona em sua extensão inicial.


A retirada dos kits, após o pagamento da inscrição pelos estrangeiros igual a praticamente três vezes o valor pago por Argentinos, contendo uma bela camiseta, mas de tecido de baixa qualidade para corredores, foi num amplo espaço da Nave Cultural, antigo galpão ferroviário recuperado, no coração do Parque Central, com ótimos painéis sobre a corrida, junto de uma fraca feira de esportes, com poucos expositores e produtos.


O trajeto visto do gráfico de altimetria da Maratona e Meia Maratona, uma linha obviamente comprimida, destaca aos olhos o desnível entre a largada aos 1.264m (Maratona) e chegada aos 777m de altitude da cidade, supõe uma falsa impressão de tratar-se de um percurso fácil, de poucos aclives, mas pode considerar isso uma espécie de pegadinha, porque ao contrário, mais uma vez na prática a teoria é outra, mostrando um percurso muito bonito, porém duro.

Lígia, Regina e Kelly (esq. para dir.), mostrando a camiseta do kit referente à Meia Maratona, à frente do painel que mostra o percurso e seus detalhes. Abaixo à direita, o gráfico de altimetria dando a impressão de um percurso tranquilo.



O traslado entre um ponto próximo da chegada e a largada, para as distâncias de 42k, 21k e 10k, funciona muito bem, mas ao final impõe um desconforto grande, porque chegando ao ponto de largada, o atleta deverá entregar imediatamente seus pertences ao guarda-volumes e esperar sem o agasalho por quase uma hora pela partida, num ambiente todo muito escuro, numa temperatura de 6ºC, com sensação térmica de mais frio ainda.

A hidratação da prova, falando da meia maratona, ofereceu água no km 4; isotônico no km 8; água, isotônico, carboidratos em gel e banana no km 13, água no km 17 e 20.

Acontece que, nem todos ingerem a bebida isotônica, e assim, do km 4 ao 13 vários corredores ficaram com sede e outros sem a possibilidade de ingerir seu primeiro gel de carboidratos, e lembrando que em condições de altitude (a prova largou em 1.022m) a necessidade hídrica aumenta, e nem só por isso, de 13 a 17 km é um trecho considerável sem a oferta de água, sempre em garrafas de 500 ml promovendo desperdício e insegurança, à medida em que o restante da água daqueles que descartavam garrafas pela rodovia, ia inundando o trecho no setor de hidratação, e as garrafas e cascas de banana sendo perigosos obstáculos.

Na chegada, no estupendo parque General San Martin, o pórtico logo após Los Portones, compondo com os infláveis provedores de água, isotônico, banana, serviço médico, seguidos da área de dispersão, com guarda-volumes, banheiros químicos, um palco com som ao vivo servindo também de pódio e uma área com algumas tendas de assessorias; uma arena enxuta, mas linda, espaçosa e funcional.



Após a chegada em frente a Los Portones, que dão entrada ao pórtico e arena da prova.


Cláudio, treinador, que fez seu treino de 12 km pelo parque à espera das alunas; Kelly Yukie, que correu muito, melhorando sua marca na Meia Maratona - 1h51'15"; Gabriela Calçado, que treinou 5 km; Lígia Binati, correu Meia Maratona em 2h03'53"; Regina Binati, correu Meia Maratona em 2h15'34", (esq. para dir.)




Como percebido, após 20 edições, não se investe muito nessa corrida e alguns cuidados sobre detalhes que somados podem tornar um evento fora do normal e até inesquecível, merecem atenção.

Então qual, ou quais seriam os verdadeiros apelos motivando tantos estrangeiros correr em Mendoza?

O turismo em Mendoza é coisa séria...e já sabemos do sucesso garantido de qualquer lugar privilegiado pela natureza que saiba agregar eventos. Iniciamos nossos trabalhos na quinta a tarde com um passeio pelas praças e um café no famoso calçadão Peatonal Sarmiento, na sexta cedo, partindo para conhecer (com degustações) apenas 4 das mais de 750 vinícolas de Mendoza, dentre as mais de 1.200 vinícolas argentinas, e uma parada gastronômica, das 8:30 as 17:00hs.

Denise, Gabriela, Kelly, Cláudio, Lígia e Regina (esq. para dir.), chegando na renomada vinícola Catena Zapata, por história e tradição, um dos destaques do enoturismo da região; seguimos para Luigi Bosca, almoçamos na Casa Vigil - El Enemigo, fechando na Clos de Chacras.




Sábado as 7:30, ainda escuro, porque o sol nasce ali as 8:00hs, partimos para os 200 km de asfalto...

No caminho pela Ruta Internacional 7, visitamos o belíssimo Monumento Natural "A Ponte Inca", a 2.740m de altitude; um arco natural que forma uma ponte sobre o rio Las Cuevas, um afluente do rio Mendoza. Tal formação se deu durante uma era glacial por enormes pilhas de detritos erodidos encrustadas ao longo do tempo em uma massa sólida, cortada em um canal muito tempo depois em suas camadas mais baixas por um poderoso rio que se formou no vale, que gradualmente se desgastaram na grande abertura do arco, hoje, patrimônio natural protegido.


...mais 9 km da subida com a emoção de uma estrada arenosa, íngreme, às vezes estreita, sinuosa e com abismos, rumo à Pré-cordilheira dos Andes para ver não tão de perto o Aconcágua e outras belezas, e antes mesmo da volta, agradecidos e certos de que a Kelly não podia ter feito melhor escolha.


Lígia e Regina, filha e mãe, corredoras do Clube. Neste ponto, no Parque Provincial Aconcágua, estávamos a 4.000m de altitude, e há 35 km em linha reta do Monte Aconcágua (ao fundo à esquerda) com seus 6.961m de altitude, o ponto mais alto tanto no hemisfério ocidental quanto no hemisfério sul.



Mais fotos: https://www.facebook.com/ClubedaCorridaClaudioBertolino/

www.maratondemendoza.com

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