Buscar
  • Claudio Bertolino

As Dores Abdominais dos Corredores

Informalmente chamadas de dor de lado, dor de burro, dor de facão ou dor de veado (corruptela de dor desviada), as dores abdominais não são unânimes, mas comuns em quem corre, momentaneamente incapacitantes, podem ter várias causas e simples soluções a quase todas.

Diafragma

Mais precisamente em suas estruturas ligamentares que sustentam o fígado e o baço, é onde segundo uma teoria bem aceita, pode ocorrer uma dor abdominal aguda por ocasião do esforço intenso na corrida, quando geralmente é preciso interromper o treino e os ajustes no ritmo solucionaria a questão para os próximos. Acontece que a prática também já mostrou a presença dessa dor na ausência da intensidade de treino, onde pode-se supor a existência de outras causas, como por exemplo a recorrência do impacto tensionando as estruturas mecanicamente ainda não adaptadas. Levando-se em conta somente a primeira teoria, seria difícil explicar como os atletas mais experimentados em regime de duas a três sessões semanais de treinos proporcionalmente tão ou mais intensos, são bem menos acometidos por essa dor.

Um procedimento que corrobora a segunda teoria, já foi verificado com sucesso por muitas vezes na prática, sem a necessidade de interromper a corrida na presença da dor, quando realiza-se a expiração simultaneamente ao contato com o solo, do pé correspondente ao lado da dor, lembrando que a fase da expiração corresponde à do relaxamento diafragmático.

Fundo Residual de Oxigênio

Por incrível que pareça, a retenção de certo volume de O2 nos pulmões, provocado por expirações superficiais, ou seja, a ineficiência mecânica do mais fundamental componente da fisiologia humana:- a respiração, pode desencadear as dores abdominais. As tensões e estresses da atualidade estão transformando o ciclo respiratório (inspiração/expiração) abdominal profundo em superficial torácico de muita gente, o que, em repouso pode até passar despercebido, apesar de afetar até mesmo o raciocínio, mas em exercício pode provocar as referidas dores. A solução é reaprender e automatizar a respiração com profundidade a partir da região abdominal.

Fígado e Baço

Um problema mais comum aos iniciantes ou iniciados retornando aos treinos, são as dores locais nesses órgãos, pela tensão do impacto e isquemia respectivamente, que pode durar dias ou semanas e em ambos os casos, é preciso algum tempo até que se condicionem. Ajustar o ritmo de corrida em zona aeróbia mais confortável, verificar a postura correta do tronco a fim de facilitar a entrada do ar e aumentar o tempo de aquecimento, fazendo-o de maneira progressiva, são medidas que costumam resolver.

Os Gases

A maior parte deles é produzida no intestino, não precisa de um volume a ponto de distender o abdômen para sentir as fortes cólicas que irão interromper a corrida dos propensos a esse problema, sendo assim por propensão, tal grupo não distingue performance. O ar engolido e a ingestão de alimentos ricos em fibras e carboidratos que mais fermentam no intestino são os responsáveis por isso. Cada qual reage diferentemente à formação de gases mediante a ingestão de certos alimentos, então é preciso identificá-los para evitar seus efeitos especialmente nos dias de treinos fortes ou provas. Por exemplo: o feijão é dos maiores geradores de gases, porém deixá-lo de molho na noite anterior e trocar a água para o cozimento, atenua bastante o problema.

97 visualizações

© 2016 by Clube da Corrida       >>>>   Siga:

  • Grey Facebook Icon
  • Grey Google+ Icon
  • Grey YouTube Icon
  • Grey Instagram Icon